As maravilhas do mundo árabe | Vinho libanês, Seis mil anos produzindo história.
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Batroun - Vinho libanês

Vinho libanês, Seis mil anos produzindo história.

Vinho libanês

 

A história do vinho libanês se confunde com a da própria humanidade. Com uma vinicultura de mais de 6.000 anos, o Líbano é um dos países a produzir vinho há mais tempo no mundo, com uma produção de oito milhões de garrafas por ano, atualmente.

Isso reforça o orgulho do Líbano em ser um dos berços do vinho no mundo, tendo inclusive o Templo de Baco, deus romano do vinho.

Incursões arqueológicas encontraram sementes de uva em escavações na cidade de Byblos no Líbano, na Síria, na Turquia, e na Jordânia, que contam da Idade da Pedra, cerca de 8000 a.C.. Isso sugere a produção do vinho desde essa época.

Os fenícios, que habitavam o Líbano anteriormente e eram grandes navegadores, foram fundamentais na divulgação de vinhos e vinhedos em todo o Mediterrâneo em tempos antigos.

No entanto, vários fatores atrapalharam o desenvolvimento da produção do vinho libanês, muitas guerras, muitos problemas sociais e políticos,      e uma recente guerra civil que durou 15 anos. Outro fato, durante o domínio otomano, que eram muçulmanos, a produção de vinho parou, por não se permitir o consumo de bebidas alcoólicas.

A vinicultura só voltou a funcionar a partir da segunda metade do século XIX, com a atuação de jesuítas, e reforçado pelo mandato francês no Líbano no período entre as Guerras Mundiais. Nas últimas décadas, o vinho libanês vem atingindo um lugar de destaque no cenário mundial, sendo apreciado em mercados tradicionais como Estados Unidos, Reino Unido, França e vários outros países da Europa.

Por seguir regras das vinícolas francesas, o vinho libanês se aproxima muito do estilo dos vinhos produzidos na França.

 

Regiões produtoras do vinho libanês

Vale do Beqaa Regiões produtoras do vinho libanês

Vale do Beqaa

A principal região vinícola do Líbano é o Vale do Beqaa, cuja capital é a cidade de Zahle, terceira maior cidade do Líbano e conhecida como a noiva do Beqaa, e também como a Cidade do Vinho e da Poesia.

Localizada entre as mais importantes cordilheiras do país, o Monte Líbano e o Monte Anti-Líbano, o Vale do Beqaa é responsável pela maior parte da produção do vinho libanês.

Com uma altitude média de 1000 metros, o Beqaa possui sua própria bacia aquífera, proveniente do degelo dos maciços montanhosos que o cercam, tornando-o uma das regiões mais férteis do país.

Com 300 dias de sol por ano, chuvas restritas ao inverno, e a influência da altitude, são a garantia de um clima mais ameno, com noites frescas.

O Vale do Beqaa tem em seu solo uma formação calcária e argilo-calcária. Este “terroir” empresta ao vinho libanês uma elegância e caráter ímpares, complexidade, equilíbrio, com uma acentuada mineralidade, acidez e tanicidade.

Outra importante região vinícola do Líbano é Batroun, cidade costeira no norte do Líbano e uma das mais antigas cidades do mundo. É a capital do Distrito de Batroun.

 

Regiões produtoras do vinho libanês - Batroun

Batroun

São plantadas, atualmente, as seguintes castas no Líbano:

Uvas tintas: Cinsault, Carignan, Grenache, Syrah, Mourvèdre, Cabernet Sauvignon, Merlot, Cabernet Franc, Gamay e Tempranillo.

Uvas brancas: Ugni Blanc, Clairette, Bourboulenc, Chardonnay e Sauvignon Blanc.

O Líbano possui algumas cepas autóctones, por exemplo, as brancas Obaideh e Merwah, que são usadas na produção do Arak. Apesar disso as cepas francesas são as que dominam a produção do vinho libanês, por causa do mandato francês por anos no país.

Em tempo, cepas são os diversos tipos de uvas existentes, eautóctones são uvas típicas, exclusivas de um país ou região.

 

Classificação do vinho libanês

Gilbert & Gaillard é, com certeza, a mais respeitada revista de referência sobre vinhos do mundo. Fundada em 1989 por François Gilbert e Philippe Gaillard, que começaram como gestores de coleções na “Presses de la Cité”, situado em Paris. Em 1991, eles começam a editar seus próprios guias e revistas. Hoje dirigido um grupo multimídia dedicado ao vinho e implantado em todo o mundo.

Mais de 20 milhões de garrafas são vendidas com uma recomendação da Gilbert & Gaillard, que pode ser uma medalha, pirâmide ou laço.

 

Gilbert & Gaillard - Classificação do vinho libanês

 

Notas dadas ao vinho libanês pela Gilbert & Gaillard guia de vinho francês.

 

Atibaia – Vintage 2011 – Batroun Vinho Tinto – 91 /100

Château Ka – Fleur de Ka 2006 – Bekaa-Ouest Vinho Tinto – 90 /100

Château Kefraya – Les Coteaux de Château Kefraya – Vintage 2011 – Bekaa-Ouest Vinho Tinto – 91 /100

Château Oumsiyat – Le Passionné 2009 – Metn Vinho Tinto – 88 /100

Château Oumsiyat – Jaspe 2011 – Metn Vinho Tinto – 85 /100

Château Oumsiyat – Soupir 2014 – Metn vinho Rosé – 87 /100

Château Oumsiyat – Sauvignon Blanc 2014 – Metn de vinho branco seco – 86 /100

Château Oumsiyat – Chardonnay 2014 – Metn vinho branco seco – 84 /100

Château Fakra – Pinacle 2012 – Vin du Liban Vinho Tinto – 88 /100

Château Fakra – Merlon 2012 – Vin du Liban Vinho Tinto – 84 /100

Château Fakra – Blanc de Blancs 2014 – Vin du Liban de vinho branco seco – 86 /100

Château Qanafar – Vintage 2011 – Bekaa-Ouest Vinho Tinto – 93 /100

Château Ksara – Réserve du Couvent 2012 – Bekaa-Ouest Vinho Tinto – 86 /100

Château Ksara – Cuvée du Troisième Millénaire 2011 – Bekaa-Ouest Vinho Tinto – 88 /100

Château Ksara – Le Souverain 2010 – Bekaa-Ouest Vinho Tinto – 92 /100

Château Ksara – Le Prieuré 2012 – Bekaa-Ouest Vinho Tinto – 85 /100

Château Florentine – Vintage 2011 – Chouf Vinho Tinto – 91 /100

Domaine Wardy – Private Selection 2007 – Bekaa-Ouest Vinho Tinto – 92 /100

Château Fakra – Coleção Privée 2010 – Vin du Liban Vinho Tinto – 89 /100

Château Fakra – Pinacle 2011 – Vin du Liban Vinho Tinto – 87 /100

Château Fakra – Blanc de Blancs 2013 – Vin du Liban de vinho branco seco – 84 /100

Château Fakra – La Fleur 2013 – Vin du Liban Vinho rosé – 86 /100

Atibaia – Vintage 2010 – Batroun Vinho Tinto – 91 /100

Château Fakra – Cuvée du Temple 2013 – Vin du Liban Vinho Tinto – 84 /100

Château Fakra – Merlon 2011 – Vin du Liban Vinho Tinto – 86 /100
http://pt.gilbertgaillard.com/

 

Union Vinicole du Liban (ULV) foi criada em 1997, um ano após o Líbano ter se associado ao “Office International de la Vigne et du Vin” (OIV).

O objetivo do UVL é consolidar a imagem do Líbano como um país produtor de vinho, levando em conta sua história orgulhosa, e promover o seu potencial. O UVL dá voz aos produtores do vinho libanês, defendendo os seus interesses. Ajudando a se tornar realidade o desejo do Líbano de exportar dentro da UE e outros mercados internacionais, como os EUA e o Canadá.

http://www.lebanonwines.com/

 

Chardonnay du Munde – Reúne em um lugar de qualidade, o Château Ravatys – vinícola do Instituto Pasteur, as melhores produções Chardonnay do mundo.

Esta comparação internacional de vinhos da Chardonnay visa apenas fazer a melhor escolha para a sua qualidade como tal.

Reforçar a abordagem dos produtores Chardonnay do mundo.

Destacar a diversidade e riqueza das produções existentes.

Criar um eixo de reunião em torno do Chardonnay para desenvolver uma melhor abordagem qualitativa.

Incentivar a investigação e conhecimento científico de Chardonnay.

Vários vinhos libaneses foram classificados pela Chardonnay du munde.

http://www.chardonnay-du-monde.com

Referências usadas nesse artigo:

Lebanon wines
Live love Lebanon
Chardonnay du monde
Gilbert & Gaillard
Sites das vinícolas libanesas
Jornal Gazeta de Beirute

 

Espero ter ajudado a vocês conhecerem um pouco sobre o vinho libanês.

Em nossos próximos posts, falaremos sobre as vinícolas libanesas.