As maravilhas do mundo árabe | As religiões do Líbano. O mosaico religioso libanês
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Mesquita Mohammad Al-Amin - As religiões do Líbano

As religiões do Líbano. O mosaico religioso libanês

 

O Líbano, sem sombra de dúvida, é o país com maior variedade e diversificação religiosa do Oriente Médio. Existem aproximadamente 18 grupos confessionais reconhecidos oficialmente.

O Líbano é considerado um Estado laico ou Estado secular, onde o poder do Estado é oficialmente imparcial em relação às questões religiosas, não apoiando nem se opondo a nenhuma religião.

No link abaixo, a relação de Estados laicos por continente.

wikipedia.org/wiki/Estado_secular

Nessa matéria vamos conhecer um pouco dessas religiões que compõem o mosaico religioso libanês.

Vamos começar pelas cristãs. Dentre as igrejas católicas, a Igreja católica maronita representa a comunidade com mais fieis. Além dos maronitas, na comunidade católica libanesa existem também a Igreja Greco-Católica Melquita, Igreja Católica Siríaca, Igreja Católica caldeia, católicos latinos, e Igreja católica armênia.

As outras denominações cristãs são as  greco-ortodoxos, protestantes e pertencentes às Igrejas orientais ortodoxas pré-calcedonenses (que na época rejeitaram algumas definições do Concílio de Calcedônia): Igreja apostólica armênia, Igreja sírio-ortodoxa, Igreja assíria e Igreja copta.

Dentro da comunidade muçulmana o Líbano é dividido entre xiitas e sunitas, e mais os alawitas, grupo heterodoxo de origem xiita, e os ismaelitas, além dos seguidores da religião drusa, seita de derivação muçulmana que absorveu elementos gnósticos e exotéricos.

Ainda existe uma pequena comunidade hebraica, com alguns milhares de membros concentrados na área de Beirute.

É difícil dizer com precisão o percentual de cada comunidade religiosa no Líbano, que tem uma população que gira em torno de 4.500.000 habitantes. Contudo, desde 1932 não é feito nenhum censo oficial sobre a população religiosa. Alguns acreditam que o motivo é de não colocar em risco o equilíbrio político baseado na distribuição dos cargos institucionais com base confessional.

A divisão dos cargos políticos no Líbano é a seguinte: o presidente tem que ser um cristão maronita, o primeiro ministro sempre um muçulmano sunita, o presidente do parlamento será sempre um muçulmano xiita e o chefe das forças armadas um cristão maronita. A composição do parlamento é de 31 deputados muçulmanos e 31 deputados cristãos.

Segundo a Agência Fides, a agência de notícias do Vaticano, estatísticas oficiais fornecidas pela Inteligência dos EUA em 2012, mostra que na época os muçulmanos representavam aproximadamente 55% da população libanesa, com os xiitas em número maior que os sunitas. Os drusos representavam 5%, e os alawitas e ismaelitas juntos eram cerca de 1%. Os cristãos representavam aproximadamente 40% da população, sendo os maronitas aproximadamente 23% do total.

Um fato interessante, no Líbano não existe casamento civil, são as autoridades religiosas que tratam dos casamentos, divórcios e heranças. Com isso, os casais de religiões diferentes, os ateus e aqueles que não pertencem a nenhuma das religiões reconhecidas oficialmente não podem se casar dentro do país. Contudo, o governo libanês reconhece os casamentos civis que são realizados no exterior.

Abaixo, uma explicação mais detalhada sobre cada religião:

 

Igrejas cristãs no Líbano.

Igreja Católica Maronita

A Igreja Siríaca Maronita de Antioquia é uma Igreja particular sui juris católica, do rito oriental, em plena comunhão com a Sé Apostólica, ou seja, reconhece a autoridade do Papa, o Sumo Pontífice da Igreja Católica. De tradição litúrgica de Antioquia, celebra suas missas em língua siríaca, um dialeto aramaico ocidental, diferente do rito litúrgico latino adotado pela maioria dos católicos ocidentais. Foi fundada no século IV pelo monge siríaco-arameu Maron, que veio a se tornar São João Maron, no final do século VII.

A Igreja Maronita afirma que, desde o começo, foi sempre fiel à Santa Sé e ao Papa. Esta comunhão total foi reafirmada em 1182. Em novembro de 2012, o Papa Bento XVI nomeou o Patriarca Maronita Bechara Boutros al-Rai como Cardeal.

Alguns maronitas foram canonizados ou beatificados pela Igreja Católica, como São Maron (o fundador da Igreja Maronita), São Charbel, Santa Rafqa Pietra Choboq Ar-Rayès e, mais recentemente, São Nimatullah Kassab Al-Hardini.

Os maronitas, que já foi o principal grupo religioso de Líbano, teve sua população bastante diminuída, mas ainda são um dos principais grupos etno-religiosos. Como o Líbano leva em conta os dados do recenseamento de 1932, que dava os maronitas como principal comunidade, a Constituição prevê que o cargo de Presidente da República esteja reservado a um maronita.

A Igreja Maronita é governada pelo Patriarca Católico Maronita de Antioquia, atualmente o Mar Bechara Boutros Raï, mas sempre sob a supervisão do Papa.

Igreja Greco-Católica Melquita

A Igreja Greco-Católica Melquita ou Igreja Patriarcal Melquita é uma igreja oriental católica particular sui juris. Utilizando o rito litúrgico bizantino, tendo o grego e o árabe como línguas litúrgicas.

Atualmente, o líder da Igreja Melquita é o Patriarca Gregório III, que foi eleito pelo seu Sínodo no dia 29 de Novembro de 2000 e reconhecido pelo Papa.

Criada em Antioquia, que hoje é a moderna cidade de Antáquia, na Turquia, é a Igreja mais antiga do mundo e única entre as igrejas orientais que não é nacional, apesar de estar intimamente ligada à Síria. Seu Patriarcado envolve três Sés apostólicas: Antioquia, Jerusalém e Alexandria, chamando-se Patriarcado Greco-Melquita de Antioquia e de todo Oriente, Alexandria e Jerusalém.

O nome Melquita vem de mèlek que é a raiz siríaca para palavras como “rei”, “real” e “reino”. Todos que ficaram ao lado do imperador bizantino Marciano no Concílio de Calcedônia em 451, defendendo a realidade das duas naturezas de Cristo, foram pejorativamente apelidados de “reais” pelos monofisistas. Com o tempo, o nome foi usado para designar especificamente os cristãos bizantinos de Antioquia, Alexandria e Jerusalém.

O nome “greco” vem do fato dos cristãos do Império Bizantino, antigo Império Romano, serem chamados pelos muçulmanos de rumi, “romanos”, e serem identificados pela língua que falavam: o grego. A ligação com o Império Bizantino acrescentou elementos bizantinos ao rito antioqueno, tornando-o conhecido como rito bizantino.

A Igreja Melquita é árabe desde a segunda metade do século VIII. Foi a primeira igreja a usar o árabe como língua litúrgica, e teve como um dos seus filhos o primeiro escritor cristão que escreveu regularmente em árabe, Teodoro Abuqurra (ca. 755 – ca.830).

Depois do Grande Cisma de 1054, a Igreja Melquita tentou preservar sua comunhão com Igreja Católica e a Igreja Ortodoxa. Mas, em 1724, grande parte dos melquitas declarou comunhão visível com a Igreja Católica, criando assim duas vertentes dos melquitas: os católicos, chamados de uniatas e os ortodoxos, os quais vieram a ser conhecidos como antioquenos.

Os melquitas se consideravam ortodoxos, por sua fidelidade aos sete primeiros concílios ecumênicos e à tradição oriental, tendo apenas algo a mais que é a comunhão com Roma. E, com o tempo, adquiriram uma nova missão: testemunhar a fidelidade à tradição oriental junto ao resto da Igreja Católica, para prepará-lo a aceitar plenamente a Igreja Ortodoxa.

A Igreja Melquita, fiel à tradição bizantina, não usa esculturas em suas igrejas, mas apenas ícones: antes de entrar no Sancta Sanctorum pode-se sempre ver um ícone de Maria e um de Jesus.

 

Igreja Católica Siríaca 

A Igreja Católica Siríaca ou Igreja Católica Síria é uma Igreja católica oriental sui juris em comunhão com a Igreja Católica, definitivamente desde 1781, quando ela separou-se da Igreja Ortodoxa Siríaca. O seu rito litúrgico pertence à tradição siríaca de Antioquia, e utiliza o siríaco, o árabe, o aramaico, o inglês e o francês como línguas litúrgicas.

Desde 2009, ela é governada pelo Patriarca Inácio José III Younan, mas sempre sob a supervisão do Papa. O seu Patriarca reclama também a Sé de Antioquia, autodenominando-se por isso de Patriarca Católico Sírio de Antioquia.

Durante as Cruzadas, havia relações amistosas entre católicos e os bispos ortodoxos siríacos. Alguns destes bispos pareciam favoráveis à união com a Santa Sé, mas não houve qualquer resultado concreto.

Em 1626, quando missionários franciscanos e jesuítas começaram a trabalhar em Alepo, muitos ortodoxos siríacos começaram a entrar em comunhão com Roma. Em 1662, quando o Patriarcado ortodoxo siríaco ficou vazio, um pró-católico foi eleito, o prelado Inácio André Akhidjan, como Patriarca da Igreja Siríaca. Com isso houve uma cisão na comunidade.

Após a morte de Akhidjan, em 1677, dois patriarcas rivais foram eleitos, um pró-católico e  outro anti-católico. Com a morte do Patriarca católico em 1702, a linha patriarcal começada por Akhidjan foi quebrada.

Daí e durante o século XVIII, os católicos siríacos foram discriminados e perseguidos pelos ortodoxos siríacos, que tinham o apoio do Império Otomano. Existiram até vários períodos em que não houve até bispos que apoiassem e governassem os católicos siríacos.

Em 1781/1782, o Sínodo da Igreja Ortodoxa Siríaca elegeu o Metropolita (título de alguns líderes das Igrejas orientais) de Alepo, Miguel de Jarweh, como Patriarca. Logo depois, ele declarou-se católico e refugiou-se no Líbano. Fato que marca a separação definitiva entre a Igreja Católica Siríaca (unida com a Santa Sé) e a Igreja Ortodoxa Siríaca. Desde então, Patriarcas católicos, sediados em Beirute, sucessivamente, reanimaram a comunidade siríaca severamente perseguida.

Em 1829, o Império Otomano reconheceu a Igreja Católica Siríaca, depois de um século de perseguição. A Igreja oriental cresceu até ao começo da I Guerra Mundial, quando muitos católicos siríacos foram massacrados pelos turcos nacionalistas (especialmente os chamados Jovens Turcos). Por isso, muitos sobreviventes tiveram de fugir da Turquia e da Síria e refugiar-se para outros países.

 

A Igreja Católica Caldeia

A Igreja Católica Caldeia  é uma Igreja particular oriental sui juris em comunhão com a Igreja Católica. O seu rito litúrgico é de tradição caldeia (ou siríaca oriental), e as suas línguas litúrgicas são o siríaco e o aramaico. Desde 2013, é governada pelo Patriarca Louis Raphaël I Sako, com a supervisão do Papa.

A Igreja Católica Caldeia foi fundada por grupos de ex-nestorianos que quiseram a comunhão com a Santa Sé, se separando da Igreja Assíria do Oriente (ou “Igreja Nestoriana”), sendo de certa forma originária da Igreja Nestoriana.

Não existe uma data exata da sua comunhão com a Santa Sé. Uns apontam para 1551/1552, quando um alto prelado da Igreja Assíria do Oriente, Yohannan Sulaqa, juntamente com os seus apoiantes, reconciliou-se com a Santa Sé, sendo consagrado e reconhecido pelo Papa Júlio III.

Após a morte de Sulaqa, a relação entre estes católicos caldeus e a Santa Sé tornou-se muito turbulenta. Depois disso, existiram vários prelados e comunidades nestorianas, como a de Diyarbakir, que se reconciliaram com o Papa. Mas, só em 1830 é que a hierarquia católica caldeia foi definitivamente estabelecida e clarificada, com a nomeação definitiva de Yohannan Hormizd como o único Patriarca Caldeu da Babilónia.

Forma-se então a moderna Igreja Católica Caldeia, como instituição com uma estrutura hierárquica e organizacional bem definida. Em 1846, foi finalmente reconhecida pelo Império Otomano, que lhe deu o estatuto de comunidade etno-religiosa distinto dentro do Império, permitindo assim a emancipação civil dos católicos caldeus no Império Otomano.

Atualmente seus fiéis concentram-se no Oriente Médio, principalmente no Iraque e em partes do Irã e da Turquia, além de Austrália e nos Estados Unidos da América.

Apesar de a Igreja Caldeia e a Igreja Assíria do Oriente estar separadas, a sua relação melhorou recentemente, muito devido aos esforços ecuménicos de ambos.

 

Igreja Católica de Rito Latino 

A Igreja Católica de Rito Latino ou Igreja ocidental é a mais numerosa das 24 Igrejas particulares sui juris da Igreja católica, contando com aproximadamente 98% dos fiéis católicos do mundo inteiro. Nela, o Papa, o Bispo de Roma, tem a função que nas Igrejas católicas patriarcais pertence ao patriarca.

Usa-se a expressão “rito latino” para indicar a Igreja Católica de Rito Latino. Essa Igreja usa vários ritos litúrgicos latinos, entre os quais predomina o rito romano, mas que incluem também o rito ambrosiano, o rito bracarense, o rito moçárabe e o rito dos Cartuxos. Antigamente havia muitos outros ritos litúrgicos ocidentais ou latinos, que foram substituídos pelo rito romano, sobretudo pelas reformas litúrgicas do Concílio de Trento.

Depois do Concílio Vaticano II usa-se raramente o termo “rito” para indicar uma Igreja sui iuris. Em vez da palavra “rito” neste sentido (não no sentido de “rito litúrgico”) geralmente encontra-se no Código de Direito Canónico a expressão “Igreja ritual autónoma (sui juris)” e no Código dos Cânones das Igrejas Orientais a expressão “Igreja autónoma (sui juris)”.

 

Igreja Católica Arménia

A Igreja Católica Arménia é uma Igreja católica oriental sui juris em plena comunhão com a Igreja Católica. Unida formal e oficialmente à Santa Sé em 1742, devido a uma cisão ocorrida na Igreja Apostólica Armênia, que não aceita a autoridade papal. A sua sede localiza-se, desde 1749, em Bzoummar, Líbano.

O seu rito litúrgico é de tradição arménia e a sua língua litúrgica é o arménio. Desde 2015, esta Igreja oriental é governada pelo Patriarca arménio Gregório Pedro XX Gabroyan, sob a supervisão do Papa. Seus fieis encontram-se na Arménia, Argentina, Europa Oriental (com destaque para a Roménia), Austrália, Canadá, França, Líbano, Síria, Turquia, Roménia e Estados Unidos da América.

No Brasil a Paróquia Armênia Católica são Gregório Iluminador se encontra à Avenida Tiradentes 718, ao lado do museu de Arte Sacra, próximo ao metro Tiradentes.

Após o cisma de 451, que separou as Igrejas ortodoxas orientais (que incluiu a Igreja Apostólica Armênia) das Igrejas calcedonianas (que são as Igrejas Ortodoxa e Católica), numerosos bispos apostólicos armênios tentaram restabelecer a comunhão com a Igreja Católica.

Em 1195/1198, durante as Cruzadas, os ortodoxos arménios da Cilícia entraram em comunhão com a Igreja Católica até a Cilícia ser conquistada pelos Mamelucos em 1375. Esta união foi mais tarde restabelecida no Concílio de Basileia-Ferrara-Florença em 1441.

Em 1740, Abraham Petros I Ardzivian, que tinha anteriormente se tornado um católico, foi eleito Patriarca de Adana (Turquia).

Em 1742, o Papa Bento XIV criou formalmente a Igreja Católica Arménia, encabeçada pelo Patriarca Ardzivian, que foi reconhecido pelo Papa.

Em 1749, a sede desta Igreja foi transferida para Bzoummar (Líbano).

No século XIX, o Império Otomano reconheceu-a finalmente, dando-lhe o estatuto de comunidade etno-religiosa distinta dentro do Império. Durante o terrível genocídio arménio (1915-1918), muitos católicos arménios refugiaram-se em países vizinhos da Turquia, principalmente no Líbano, na Síria e na República Democrática da Armênia. Mais tarde, uma parte deles emigrou para os Estados Unidos e para a Europa.

 

Igreja Ortodoxa Grega 

A Igreja Ortodoxa grega é formada por várias igrejas autocéfalas (independentes, mas ligadas pela comunhão supranacional), dentro da Ortodoxia cuja liturgia é tradicionalmente realizado em Koiné, que é a forma popular do grego que emergiu na pós-Antiguidade clássica. Trata-se de igrejas independentes do ponto de vista administrativo, mas unidas na doutrina, na comunhão eclesiástica e no ritual, e diferente da Igreja Católica, onde existe um único centro cultural e administrativo (o Vaticano), predomina na ortodoxia grega a pluralidade de centros eclesiásticos e culturais. A celebração da missa e sacramentos é idêntica, variando apenas as notas locais acidentais, como o canto, a arquitetura dos templos, a arte iconográfica e a forma da cruz.

O Cristianismo Católico Ortodoxo permaneceu essencialmente indiviso. Os maiores centros administrativos estão em Roma, Constantinopla (atualmente Istambul), Alexandria, Antioquia e Jerusalém. Suas doutrinas e normas cristãs se baseiam nos Concílios Ecumênicos, o primeiro dos quais foi reunido em 325 AD.

O primeiro grande cisma ou separação ocorreu nos séculos quinto e sexto, principalmente No entendimento a respeito da pessoa de Cristo. Várias Igrejas Orientais são semelhantes à Igreja Ortodoxa em caráter, costumes e culto.

Diferenças teológicas, culturais e políticas fizeram com que, após o Concílio Ecumênico em 787 AD, houvesse um distanciamento entre as igrejas do Oriente e Ocidente, até o Grande Cisma de 1054 AD, onde se deu uma completa ruptura na comunicação entre a Igreja Ortodoxa e Católica Romana.

 

Protestantismo 

O protestantismo é um dos principais ramos (juntamente com a Igreja Católica Apostólica Romana e a Igreja Ortodoxa) do cristianismo. Este movimento iniciou-se na Europa Central no início do século XVI como uma reação contra as doutrinas e práticas do catolicismo romano medieval. Os protestantes também são conhecidos pelo nome de evangélicos juntamente com os pentecostais e neopentecostais oriundos de Igrejas Protestantes.

No Brasil o termo “protestante” refere-se às Igrejas oriundas da Reforma Protestante, como a Luterana, a Presbiteriana, a Anglicana, a Metodista, Batista e a Congregacional. O termo “evangélico” é usado para se referir tanto a essas, com exceção da Anglicana, quanto àquelas indiretamente e/ou posteriormente oriundas da reforma, como as pentecostais e as neopentecostais.

As doutrinas das inúmeras denominações protestantes variam, mas muitas incluem a justificação por graça mediante a fé somente – doutrina conhecida como Sola fide, o sacerdócio de todos os crentes – e a Bíblia como única regra em matéria de fé e ordem, doutrina conhecida como Sola scriptura.

No século XVI, seguidores de Martinho Lutero fundaram Igrejas Luteranas – Evangelische Kirche, em alemão – na Alemanha e na Escandinávia. As igrejas reformadas, ou presbiterianas, na Suíça e na França foram fundadas por João Calvino e também por reformadores como Ulrico Zuínglio. Thomas Cranmer reformou a Igreja da Inglaterra e, depois, John Knox fundou uma comunhão calvinista na Igreja da Escócia.

O termo protestante é derivado do latim protestari. Significa declaração pública/protesto, referindo-se à carta de protesto por príncipes luteranos contra a decisão da Dieta de Speyer de 1529, que reafirmou o Édito de Worms de 1521, banindo as 95 teses de Martinho Lutero do protesto contra algumas crenças e práticas da Igreja Católica do século XVI.

 

O termo protestante não foi inicialmente aplicado aos reformadores, mas foi usado posteriormente para descrever todos os grupos que protestavam contra a Igreja Católica.

Ainda temos outras religiões do mosaico libanês a serem detalhadas no próximo post.