As maravilhas do mundo árabe | As religiões do Líbano 2ª Parte O mosaico religioso libanês
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As religiões do Líbano

As religiões do Líbano 2ª Parte O mosaico religioso libanês

 

Dando continuidade a nossa matéria, vamos falar das demais religiões que compõem o mosaico religioso libanês.

 

Igrejas orientais ortodoxas pré-calcedonenses

 

Igreja Apostólica Armênia

A Igreja Apostólica Armênia, também chamada de Igreja Ortodoxa Armênia, é uma igreja ortodoxa oriental, sediada no Oriente Médio. É o segundo movimento cristão nacional mais antigo do mundo, sendo o primeiro a Igreja de Antioquia.

O Cristianismo foi levado para Armênia pelos apóstolos Judas Tadeu e Bartolomeu, que lá pregaram e foram martirizados. Na Bíblia, conta que a Arca de Noé encontrou no Monte Ararate (hoje no território da Turquia) o ponto para encalhar e lá começar um novo mundo.

Apesar de grande parte da população pertencer a igreja, ainda existem seguidores do paganismo e zoroastrianismo.

A Armênia foi o primeiro país do mundo a se tornar oficialmente cristão, Em 301, 12 anos antes de Constantino dar liberdade de culto aos cristãos em Roma.

Quando Tirídates III foi coroado, Gregório (Ou Krikor em armênio), compareceu na coroação se declarando como cristão e adversário do rei. Tirídates III mandou encarcerar Krikor num poço aos pés do Monte Ararate por 15 anos. Tirídates III passou a sofrer de licantropia, passando a agir como um javali. Nenhum dos tratamentos ou ritos pagãos fizeram efeito. A pedido da irmã do Rei, Krikor foi retirado do poço e colocou-se a orar pelo Rei, fazendo com que este voltasse à sua consciência. Em agradecimento, o Rei proclamou Cristo como único na Armênia e Krikor como chefe da Igreja Apostólica Armênia, construindo perto de Erepuni (atual Erevan, capital da Armênia) uma catedral para ser a Santa Sé Armênia.

A Igreja Apostólica Armênia se separou tanto das Igrejas, quanto das demais ortodoxas, após o Concílio de Calcedônia em 451, por não aceitar as determinações consideradas pró-nestorianistas. A Igreja Armênia aceita apenas a autoridade dos três primeiros Concílios Ecumênicos, enquanto a Igreja Ortodoxa aceita sete e a Igreja Católica aceita vinte e um. A Igreja Armênia achou um ponto de equilíbrio entre as duas doutrinas, aceitando que em Jesus há a parte humana e a parte divina, havendo apenas uma natureza do verbo encarnado.

Ela foi importante instituição para manter a unidade na diáspora armênia, decorrente do genocídio armênio em 1915.

 

Igreja Ortodoxa Síria

A Igreja Ortodoxa Síria, Igreja Siríaca Ortodoxa ou Igreja Ortodoxa Jacobita é uma igreja ortodoxa oriental, ou seja, tem características miafisistas. Miafisismo (também chamado de henofisitismo) é uma fórmula cristológica das igrejas ortodoxas orientais e de várias outras igrejas que aderiram somente aos três primeiros concílios ecumênicos. O miafisismo afirma que na pessoa una de Jesus Cristo, Divindade e Humanidade estão unidas em uma única ou singular natureza (“physis”), as duas estão unidas sem separação, sem confusão e sem alteração.

Historicamente, cristãos calcedonianos tem considerado o miafisismo em geral como “agradável” numa interpretação ortodoxa, mas eles, de toda forma, percebem o miafisismo das Igrejas ortodoxas orientais como uma forma de monofisismo. As Igrejas ortodoxas orientais rejeitam esta caracterização.

 

Igreja Ortodoxa Copta

A Igreja Ortodoxa Copta, de acordo com a tradição, foi estabelecida pelo evangelista Marcos no Egito em meados do século I (aproximadamente no ano 60). É uma igreja ortodoxa oriental, isto é, uma igreja cristã que, por não aceitar o Concílio de Calcedónia, não está em comunhão com a Igreja Ortodoxa nem com a Igreja Católica.

É a igreja cristã nacional do Egito (Copta significa egípcio) e uma das igrejas da Ortodoxia Oriental mais antiga do mundo. É governada pelo Papa Tawadros II de Alexandria.

Quando a Igreja foi fundada por Marcos, durante a época do imperador romano Nero, um grande número de egípcios, contrariamente a gregos e judeus, abraçou a fé cristã, que espalhou-se pelo Egito em poucas décadas.

Os coptas celebram o Natal em sete de Janeiro. Um costume curioso da Igreja Copta é que, em muitas missas, ainda reza-se e lê-se em copta, a língua original do Antigo Egito. A Igreja é uma das poucas culturas que mantêm viva a língua egípcia original (ou copta), sendo que, com os vários atentados contra a Biblioteca de Alexandria e a influência de outras línguas (principalmente a grega) na antiguidade, a língua foi sendo esquecida aos poucos e, logo, tornou-se incompreensível. Porém, a Igreja Copta mantém viva a língua copta graças a seus ritos litúrgicos.

 

Igreja Assíria do Oriente

A Igreja Assíria do Oriente é uma denominação cristã oriental que afirma ter sido fundada por São Tomé. Chamada também de Antiga Igreja do Oriente ou de Igreja Ortodoxa Assíria, não confundir com a Igreja Ortodoxa Síria. Na Índia, é conhecida como Igreja Sírio-Caldeia do Oriente. O seu rito litúrgico é o siríaco oriental.

A Igreja Assíria do Oriente não está em comunhão nem com a Igreja Ortodoxa, nem com a Igreja Católica e nem com as Igrejas ortodoxas orientais, porque ela só aceita os ensinamentos dos 2 primeiros concílios ecumênicos. Seu atual Patriarca e líder máximo, chamado Patriarca Catholicós da Babilônia, é Mar Khanania Dinkha IV.

A Igreja Assíria do Oriente crê que em Jesus Cristo há duas essências distintas, uma humana e outra divina, em uma só pessoa. A crença dita nestoriana, de que em Cristo haveria duas pessoas, completas de tal forma que constituem dois entes independentes vivendo no mesmo corpo, ao contrário do que se pensa, não é a professada por esta igreja.

A Igreja do Oriente teve um papel fundamental na conservação de antigos textos gregos que foram traduzidos para o siríaco. Mais tarde foram traduzidos para o árabe e no século XIII para o latim. A Igreja do Oriente é bem conhecida dos historiadores, e foi chamada pelo Papa João Paulo II, “igreja dos mártires”, como nenhuma igreja inclui um número igual de mártires.

Nos séculos XVI e XVII, vários grupos de clérigos e leigos assírios orientais abandonaram a Igreja do Oriente, para entrarem em comunhão plena com a Igreja Católica. Estes grupos formaram a Igreja Católica Caldeia, que é uma Igreja oriental sui juris em comunhão com a Santa Sé e supervisionada pelo papa, o líder da Igreja Católica.

 

O Islamismo no Líbano.

Islamismo é uma religião abraâmica monoteísta articulada pelo Alcorão, um texto considerado pelos seus seguidores como a palavra literal de Deus, e pelos ensinamentos e exemplos normativos (a chamada suna, parte do hadith) de Maomé, considerado pelos fiéis como o último profeta de Deus. Um adepto do islamismo é chamado de muçulmano.

Os muçulmanos acreditam que Deus é único e incomparável e o propósito da existência é adorá-Lo. Eles também acreditam que o islã é a versão completa e universal de uma fé primordial que foi revelada em muitas épocas e lugares anteriores, incluindo por meio de Abraão, Moisés e Jesus, que eles consideram profetas. Os seguidores do islã afirmam que as mensagens e revelações anteriores foram parcialmente alteradas ou corrompidas ao longo do tempo, mas consideram o Alcorão (ou Corão) como uma versão inalterada da revelação final de Deus. Os conceitos e as práticas religiosas incluem os cinco pilares do islã, que são conceitos e atos básicos e obrigatórios de culto, e a prática da lei islâmica, que atinge praticamente todos os aspectos da vida e da sociedade, fornecendo orientação sobre temas variados, como sistema bancário e bem-estar, à guerra e ao meio ambiente.

 

A maioria dos muçulmanos pertence a uma das duas principais denominações os sunitas, que são a grande maioria e os xiitas.

Segundo o site abaixo essa é a distribuição do islamismo pelo mundo.

http://www.islam.org.br/o_islam_hoje.htm

 

As Maiores Populações Muçulmanas por país

Indonésia          184 Milhões

Bangladesh        119 Milhões

Paquistão          116 Milhões

Turquia            67 Milhões

Iran                 56 Milhões

Egito                48 Milhões

 

A proporção de muçulmanos por continente.

Continente   População     Muçulmano         %

África          681.722         401.370          58.88

Ásia         3.310,828          924.162          27.91

América     739.709              7.923           1.07

Europa          728.368         44.451           6.10

Oceania          27.216             451            1.66

Total          .487,843       1.378,357           25.12

 

Comunidades islâmicas significativas também são encontradas na China, na Rússia e em partes da Europa.

 

Sunismo

Os sunitas formam o maior ramo do Islã, em 2006 tinham aproximadamente 84% do total dos muçulmanos. A maioria dos sunitas acredita que o nome deriva da palavra Suna (Sunna), que se referem aos preceitos estabelecidos no século VIII baseados nos ensinamentos de Maomé e dos quatro califas ortodoxos. Alguns afirmam, porém, que o termo deriva de uma palavra que significa “um caminho moderado”, referindo-se à ideia de que o sunismo toma uma posição mais neutra e moderada.

 

Xiismo

Os xiitas são o segundo maior ramo de crentes do Islã, constituindo 16% do total dos muçulmanos.

Nos primórdios da história islâmica os xiitas eram uma facção política – literalmente os “Shiat Ali”, ou partido de Ali.

Os xiitas reivindicavam o direito de Ali, genro e primo do profeta Maomé, e de seus descendentes de guiar a comunidade islâmica, e consideram ilegítimos os três califas sunitas que assumiram a liderança da comunidade muçulmana após a morte de Maomé.

Ali foi morto como resultado de intrigas, violência e guerra civil que marcaram seu califado. Seus filhos, Hassan e Hussein, viram negado o que achavam ser seu direito legítimo à ascensão ao califado. Acredita-se que Hassan tenha sido envenenado por Muawiyah, o primeiro califa (líder muçulmano) da dinastia Umayyad.

Seu irmão, Hussein, foi morto no campo de batalha com outros membros de sua família, após ser convidado por partidários a ir para a cidade de Cufa (onde ficava o califado de Ali) onde prometeram jurar aliança a ele.

Esses eventos deram início ao conceito xiita de martírio e de rituais como a autoflagelação.

Há um elemento messiânico característico nesta fé e os xiitas têm uma hierarquia de clérigos que praticam interpretações independentes e constantemente atualizadas dos textos islâmicos.

Muçulmanos xiitas são maioria no Irã, Iraque, Bahrein, Azerbaijão e, segundo algumas estimativas, no Iêmen. Há grandes comunidades xiitas no Afeganistão, Índia, Kuwait, Líbano, Paquistão, Catar, Síria, Turquia, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos.

 

Alauitas

Os alauitas  formam um grupo étnico-religioso do Médio Oriente, presente sobretudo na Síria, país em que constituem cerca de 15% da população, ou seja, cerca de 3 milhões e onde dominam as estruturas políticas. Não devem ser confundidos com os Alevitas, minoria religiosa da Turquia, nem com a dinastia alauita que governa Marrocos.

Os alauitas são também conhecidos como nusairitas, em função de uma figura importante do movimento, Ibn Nusayr. Contudo, este termo tem vindo a cair em desuso, sendo considerado ofensivo pelos alauitas.

Seguem a charia ou lei islâmica e como tal estão sujeitos a determinadas práticas do Islã ortodoxo, como as interdições alimentares. Consideram seis pilares do Islã fazem parte da sua doutrina, são respeitados como as demais seitas dos Islão. Além dos cinco pilares do Islão conceituados pela grande maioria das seitas muçulmanas, os alauitas possuem mais uma o jihad.

 

Ismaelismo

O ismaelismo, por vezes grafado erroneamente Ismailismo, com seus seguidores ismaelitas, é uma doutrina religiosa considerada como um ramo do xiismo. Os adeptos do ismaelismo são também denominados como septimâmicos em função de apenas reconhecerem os sete primeiros imãs do islão xiita.

 

Drusos

Os drusos são uma pequena comunidade religiosa autónoma que reside sobretudo no Líbano, Israel, Síria, Turquia e Jordânia (pequenas comunidades expatriadas existem ainda nos Estados Unidos, Canadá, América Latina, Austrália, e Europa). Eles usam a língua árabe e seguem um modelo social muito semelhante ao dos Árabes da região. Não são considerados muçulmanos pela maioria dos muçulmanos da região, apesar de alguns drusos dizerem que a sua religião é islâmica. A maioria dos drusos considera-se árabe, apesar de alguns drusos israelenses não se considerarem como tal. Existem cerca de um milhão de drusos em todo o mundo, a maioria dos quais vivendo no Médio Oriente.

Os drusos se intitulam em árabe como Ahl al-Tawhīd “o povo do monoteísmo”. A origem do nome druso é debatida, mas costuma ser ligada com Maomé al-Darazi, um antigo mensageiro da comunidade, que é considerado um herético pelos drusos atualmente.

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